sonhos de uma noite de verão
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[09 Mar 2009|09:47pm]
A morte vive ao virar da esquina.
A morte é um silêncio mal colocado,
é um percurso interrompido.
Vive quem vive na corda bamba,
assombrado por um sonho que considera perdido.
Desengane-se não é morte,
nem é vida,
é desaproveitar um bem profundo
na inércia do respirar dos vivos.

Acredita-se que se sabe o que nunca se sentiu
por olhar de cima experiências vizinhas.
Mas no segredo das sombras
existe em silêncio
o soluçar dos adormecidos.
A verdade só se acha no meio dos perdidos
nas bagagens que sempre nos pertenceram.
Só a morte marca o destino
as outras horas são nossas, só nossas,
escolhe bem por onde caminhas.

No fim...
A morte dá um sentido à vida, definido..

Sorri!
1 sonho de dia| olhar de noite

[28 Feb 2009|04:19pm]

Nas horas mais escondidas tenho saudades de quem vi e não conheço,

do vento que me quebra a respiração,

do sonho que de sonhado desfaz-se em ses…

da possibilidade que um sorriso informa de um sentimento.

 

Nas horas brancas, cegas,

tudo se esvanece e a felicidade de ser envolve-nos de ar puro.

O sorriso está presente, sem se ver, e as portas abrem-se ao mundo.

Não há ses, só o fluir de acontecimentos imprevistos que nos enchem a alma.

 

Contudo é nas horas tristes, de uma tristeza profunda em que se procura entender o motivo, desconhecido, da sua existência.

É nessas horas que a revolta interior cumprimenta os presentes.

E os ausentes, esses que são a razão,

esses que vivem mais que uma vida, encaixada na vida de outros,

seguem seu destino sem saber das tempestades que provocam.

3 sonhos de dia| olhar de noite

Intermitente [27 Feb 2009|11:47pm]

És sombra,

a possibilidade que não vai acontecer,

mas que ainda assim toca de leve esta alma que no sossego encontrou abrigo.

Chegaste de noite,

no momento que o relógio iniciava a contagem decrescente.

Um dia irás partir,

e ainda assim os teus passos discretos, calmos,

sussurravam sobre uma presença, que ainda hoje é súbtil, mesmo que suas linhas sejam bem definidas.

Como se uma sombra fosse mais que um borrão escuro na claridade de uma vida!

 

De um castanho quase verde,

o tom que facilmente engana quem com sentimentos se quer ocupar,

não percebi naquele instante a importância do aviso

e agora talvez não vá a tempo.

 

Assombras as horas pares,

as ímpares controlo eu,

fica mais fácil quando cá dentro só acontece o que deixo acontecer.

 

Porque existem segundos que ainda cabem na ilusão,

intermitentes,

e que à meia noite dão vida às palavras.

olhar de noite

pode-se sempre voltar aos lugares [24 Feb 2009|02:04pm]


já habitei o espaço com palavras,
ontem.
máscaras de outras causas que caídas no tempo abandonaram-me,
sem lugar,
perderam-se.

já transformei quatro paredes em lugar,
com sentimentos.
hoje,
memórias de outros tempos agora crescidos.

só, ainda não recuperei a poesia,
e a alma leve, cheia,
reencontra-se em cada dia.
mais certa, mais perto.

amanhã.



 

2 sonhos de dia| olhar de noite

[08 May 2005|09:12pm]




fim.*



8 sonhos de dia| olhar de noite

[16 Apr 2005|11:54pm]
aqui...

podia contar tanta coisa... podia contar como é estar ali e não poder tocar-te. olhar-te enquanto falas, enquanto falo e ter de desviar esse olhar para que ele não me confesse. ver-te tão perto, querer falar contigo e não sair nada, ou quase nada porque tudo me acusa de um único crime que é gostar de ti.
sei que tenho mau feitio, que penso tudo à minha maneira, à minha medida, que quero tudo como imagino ou como pensava que faria, que sinto tudo de forma tão intensa como se fosse único peão nesta jogada e tu ali estivesses para adivinhar e desejar o mesmo que eu. para seres como eu, quando tu és especial, tão especial por seres quem és. é não saber pedir, é não saber receber.. sei que tudo isto parece atitude de menina mimada, de quem quer sem saber dar, de quem não consegue aceitar o tanto que já lhe dão e continua a querer sempre mais, sempre mais, nunca satisfeita, nunca calma, nunca feliz... sei que é tudo isso que sai cá para fora, sei que é tudo isso que se vê. mas também sei que só eu sei o que é sentir isto que sinto cá dentro e ter-te ali, e olhar para ti, e tocar-te de leve, sem ser demasiado insinuosa, sem ser demasiado evidente. fazer o que faço, ser quem sou e sentir que a qualquer momento vou deixar de conseguir aguentar, que a qualquer momento vou-te chamar de meu amor, que a qualquer momento o meu olhar vai demorar mais um pouco e tu vais... não sei o que vais fazer.

talvez não seja medo do que me vais dizer ou do que vais fazer, que eu tenha. talvez eu tenha é medo de mim... de não conseguir aguentar.

tem dias que transborda e eu não consigo evitar o reflexo.




talvez tudo isto seja efeito de ter dormido um pouco durante a tarde, talvez... faz-me sempre mal.
3 sonhos de dia| olhar de noite

... [12 Apr 2005|01:44pm]
vou repetir a mim mesma todos os dias de manhã à noite, nas horas que complicam tudo, a mesma frase ou variações dela e um dia quando fôr a olhar, tudo mudou.
2 sonhos de dia| olhar de noite

[01 Apr 2005|12:53am]
tem dias em que cá dentro tudo é preenchido de uma forma mais forte.
tem dias em que se sorri do início ao fim, dentro e fora.
tem dias em que se "morre" mais cedo.
2 sonhos de dia| olhar de noite

[19 Mar 2005|12:06pm]


serei aquela que está e estará "sempre" do outro lado. apenas e só.

8 sonhos de dia| olhar de noite

[03 Mar 2005|01:50pm]
se algum dia eu resolvesse olhar o mundo em minha volta, este pequeno mundo em que me movo, este mundo restricto onde "vivo". se algum dia resolvesse olhar a 100% esse meu mundo de que vos falo, quase que juraria que as lágrimas que escorreriam por minha face não seriam tantas como a vontade de rir que me daria. não sei se seria muito bem entendida porque uma boa parte desses risos seriam de pura ironia. é engraçada a vida!! :)


sempre gostei mais de rapazes como amigos... são mais constantes ainda que mais despreocupados.
8 sonhos de dia| olhar de noite

[02 Mar 2005|03:24pm]
tem alturas que a "dor/falta" é tão grande que não se sente...
12 sonhos de dia| olhar de noite

[25 Feb 2005|01:42am]





aiiiii que amanhã não há circo!!!


10 sonhos de dia| olhar de noite

[19 Feb 2005|01:15am]
sou exigente comigo. sou exigente com os outros. por isso umas vezes perco. outras vezes ganho. tem dias que sentindo dói. tem outros dias que sentindo não dói tanto. às vezes penso em coisas inteligentes. outras vezes sou mais medíocre. se num minuto sinto-te aqui. num outro minuto estás longe, muito longe. tem momentos que sonho. tem grandes momentos que me iludo. por vezes apetece-me chorar e não consigo. em outras vezes choro só com palavras. uma hora sei quem sou e para onde me dirijo. na outra perco o pedaço que tinha "escrito" a direcção. não gosto de ligações entusiasticamente momentâneas, fáceis e plásticas. prefiro a profundidade e sinceridade da longa duração.




há mais mas agora não me lembro, nem apetece...
6 sonhos de dia| olhar de noite

[14 Feb 2005|01:12am]
existem silêncios que sempre deram cabo de mim. estes a que muitas vezes me sinto forçada a manter. esses que muitas vezes me deixam sem saber o que fazer. todos os que impedem a fluidez de momentos anteriormente livres por natureza. são silêncios que quebram sonhos, apagam esperanças, ferem sentidos, cortam ligações, asfixiam as vitimas e persistem pela vida sem culpa, sem olhar para trás. por vezes sem perceberem as vidas que ceifam, ou os corpos que mutilam. à muito que não conseguia soletrar uma palavra. à muito que não me lembrava como se faz a ligação entre as letras, entre as pausas e os sentidos. à muito que os sentimentos me tinham calado. e este silêncio só faz crescer a dôr cá dentro, só faz aumentar a solidão, só dá vontade de dizer tudo o que não consigo e devo. tudo o que posso e não consigo. tudo o que deveria dizer ou talvez não mas que só se transforma em forma de silêncio. mais uma vez um silêncio absurdo, corrosivo, insuportável, doloroso e tão intímo. as coisas supostamente deveriam ser simples, chamo-lhe coisas por medo de exagerar ou de ficar em falta. fluidas, naturais, simples. se deixam de ser, no momento em que deixam de ser, então tudo acabou, então tudo se perdeu. a magia foi-se e sem magia nada mais pode crescer.
5 sonhos de dia| olhar de noite

[30 Jan 2005|01:38pm]




ontem chegámos mais uma vez à conclusão que é mesmo burrice minha. faço tudo mal. ponto. mesmo quando penso que estou a agir da maneira correcta. ponto.
é uma falha de sincronização com o tempo.

5 sonhos de dia| olhar de noite

[29 Jan 2005|01:28am]




pouco. muito pouco. quase nada.


7 sonhos de dia| olhar de noite

até tenho esquecido de ouvir música... [26 Jan 2005|01:32pm]
deixei de estar inspirada, deixei quase de utilizar as palavras para falar sobre o importante, nem me tem apetecido falar sobre essas coisas, não é muito normal, mas tem palavras que passaram a cansar-me, não as vulgares, as do dia a dia, mas aquelas que se dizem, que se escrevem, como forma de dizer algo mais para além do seu significado imediato. escrevo três ou quatro delas e logo me abandona a inspiração, a vontade, a esperança, sim porque a esperança é imprescíndivel quando se escreve palavras. deixei de querer saber o porquê de tudo aquilo que acontece, pelo menos por enquanto, e como eu tanto gosto de saber o porquê de acontecer, mas deixei porque foi agora, porque o que podia saber já sei e de nada adianta questionar quando a resposta não vai chegar, quando a resposta pertence a alguém que nem sabe ser dono dela, que a procura também. tem alturas que nem nos apercebemos da informação que detemos. nem sempre olhamos para dentro.

às vezes só pedia para me dares um bocado de mim... de ti... do outros... do mundo.




"pensei que se falasse era fácil de entender..."
3 sonhos de dia| olhar de noite

[25 Jan 2005|11:07pm]
tem dias sobre os quais ainda não consigo escrever. falar. partilhar.
tem pessoas sobre as quais não encontro palavras para falar. partilhar. escrever.
tem sentimentos sobre os quais não consigo partilhar. escrever. falar.

hoje o dia nasceu com tristeza. entardeceu com a intensidade de algo que se sente completo. anoiteceu triste de novo.




deixei de conseguir escrever.
4 sonhos de dia| olhar de noite

[23 Jan 2005|10:23pm]



"a vida não se conhece, e nós não a conhecemos"



[excerto do posfácio de Enzo Siciliano, sobre Alberto Moravia e o livro "Mulher Leopardo"]


* a sua escrita surpreendeu-me

9 sonhos de dia| olhar de noite

[20 Jan 2005|04:00pm]




it seems like everytime i have a sentimental problem my "life" stops... and i put the automatic pilot, while i think.

12 sonhos de dia| olhar de noite

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